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sábado, 07 fevereiro 2015 00:00

O que você lê, assiste ou escuta pode dizer tudo que você não é. Featured

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Sempre ouvimos dizer que somos o que ouvimos, ou lemos , ou escutamos. Somos também o que falamos! E se olharmos ao avesso isso tudo? Justamente revelamos o que não somos diante do que consumimos ou falamos.

A TV, a música, a influência das pessoas a nossas volta nos consomem o tempo todo, as imagens e sons ficam em nossa mente. Quando assistimos um filme ou um seriado, quanto tempo perdemos imaginando o que faríamos no lugar do personagem, ou como seria melhor outro desfecho na história. Assiste um programa como “The Voice”, imagina qual música iria escolher para cantar, uma performance , "não espera, não sei cantar”. Ou para quem gosta futebol, quantas conversas só para dizer qual seria sua escalação ideal. Sim, perdemos tempo nas hipóteses do que não passa de ficção. Mas, este tempo perdido não necessariamente é uma coisa ruim, e não vamos entrar nessa questão.

Mas, se repararmos, um livro pode nos levar ficar cegos a tudo em nossa volta, podemos ficar solidários a causas nunca antes pensadas por nós mesmos, ouvir “Pretty Woman” pode deixar uma mulher se sentindo linda, Ivete Sangalo pode querer tirar pé no chão, ou te deixar desesperado, se faltam alguns dias para o carnaval e você está lamentando que não irá para a terra da Baiana (espera, está ficando autoral). Músicas podem te deixar triste ou alegre, filmes podem te fazer pensar em coisas inusitadas, pode fazer sonhar casar com melhor amigo, sair curtindo a vida a doidado, ou até ter um urso falante sacana; bundas podem deixar povo todo tarado, uma boa pregação pode te converter, mulheres podem até se apaixonar pela Paola Oliveira.

Então, temos parar de ver e ouvir tudo,? Sermos completamente seletos ?

Não necessariamente, onde há valores e senso crítico, tudo pode ser puro entretenimento, ou espaço para exercer o este senso.  Mas, para aqueles que assim não o são, ai sim, tudo que assiste, lê ou escuta pode revelar neste todas suas ausências, o quão vulneráveis são.

O selfie é controverso a isso, e a contraversão tem o seu “Quê” de vulnerabilidade. As pessoas que mais postam fotos de si parecem as mais perdidas. Sua história de vida é vazia de cenário, e outros personagens, é o mesmo rosto e mesmo ângulo todos os dias, várias vezes por dia. Postam uma frase Cristã – ilustração: próprio rosto; postam frase de amor – ilustração: próprio rosto, postam sobre a paz no mundo – ilustração o próprio rosto. Logo, dá uma sensação que essas pessoas não conseguem olhar além de alguns palmos do próprio nariz (o pau de selfie aumentou esses “palmos”), e o selfie , como um modismo, nos mostra muitos desses seres que são tudo que estão diante dos seus olhos ou ouvidos.

Uma vez atendi um adolescente que estava chocando a mãe porque usava calça feminina, e sempre estava mudando de estilo, andava com más companhias, reproduzindo atitudes que não iam de encontro aos valores que a família tentava estabelecer, ou seja, parecia muito vulnerável e esquisito. O adolescente então, disse que não gostava de ser como todo mundo. Não tão simples, após vários atendimentos, o adolescente resolveu seus problemas, e tranquilizou sua mãe, quando percebeu que a fixação de não ser como todo mundo, em alguns momentos quando o mundo estivesse ditando a moda de alguma coisa que ele realmente gostava, ele estava abrindo mão, sem perceber, de si mesmo. Mudou algumas de suas amizades, por entender que pessoas que crescem juntos, ou simplesmente em algum momentos se identificaram, ou viveram algo especialmente comum, podem mudar, e tomar caminhos diferentes. Começou namorar, parece ficou mais fácil se abrir ao outro após se abrir, e ainda não sei se foram “felizes para sempre”.

Enfim, esse adolescente não queria ser nada que via, lia ou escutava, porém a grande maioria se converte com tudo. E desta forma quem são essas pessoas?

Quando faltam os valores e senso mencionado, reproduzir e sentir tudo que vê, lê e escuta revela justamente tudo que essas pessoas não são em sua essência.

Cabe a nós nos entretermos e escolhermos a melhor versão se si mesmo.  Então, se você sabe o que quer ou tem seus instrumentos para se guiar por qualquer mar ou vento, não se preocupe em ser julgado pelo o que consome você pode não ser nada disso, e só você – espero – sabe. É bom que saiba, ou é melhor começar se preocupar, mas também, não tanto, evoluir e conhecer-se é um processo constante, assim como “quando temos todas as respostas, mudam todas as perguntas”, assim somos, estamos sempre mudando, e tendo que nos redescobrirmos. Mas, se a base de nossa gravidade é o “chão”, também temos algumas bases essências que ajudam a manter o equilíbrio diante das mutações.

Falando em influências, vou ali ouvir um Tim Maia,  “pois bem cheguei, quero ficar bem à vontade, na verdade, eu sou assim, descobridor dos sete mares, navegar eu quero...” Obrigada por navegarem comigo. Pensa diferente? Comenta >>>>>>AQUI!

Feliz carnaval e lembre-se: "não use a festa como desculpa - trai quem é trouxa, chapa porque quer, engravida por burrice, pega viado porque gosta" - uma sátira que roda na internet - mas, o bom mesmo é viver a alegria da nossa realidade! Bom feriado!

 

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