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sábado, 17 janeiro 2015 00:00

Franceses se irritam com liberdade de expressão alheia e juram que essa é uma bandeira nacional

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Antes de qualquer coisa - o terrorismo e os assassinatos são condenáveis. (Não vamos esquecer e voltar nesse ponto.). Ninguém em sã consciência aprova o ato que fez vitimas na França, e faz em diversas partes deste planeta. Alguns não conseguem diferenciar as coisas - de repente todos são obrigados a escolher – ou se é contra o terrorismo e “Charlie”, ou se você não é “Charlie”, é a favor do terrorismo. Mas, existe quem é contra o terrorismo que mata, e contra o Charlie.

 

 

Logo após o ataque e as mortes o espírito de solidariedade, um canto de paz e respeito NÃO ecoou. Só se fala em "liberdade expressão", mas desde que você não expresse repudio ao conteúdo da revista. Então que liberdade é essa?

“O direito de criticar dogmas e encaminhamentos é assegurado como liberdade de expressão, mas atitudes agressivas, ofensas e tratamento diferenciado a alguém em função de crença ou de não ter religião são crimes inafiançáveis e imprescritíveis”. Juliana Steck

Seria fácil dizer que quem não gosta do conteúdo da Charlie Hebdo, basta não comprá-la, como faziam os mais de 7 milhões de franceses que agora compram. Mas, vê-la estampada em bancas já fere alguns. Ser discriminado por pessoas que se alimentam desse tipo de informação, e tudo que é intrínseco a discriminação não deve ser tão fácil de ignorar.

As Charges de caneta, lápis e borrachas ganharam espaço nas redes sociais, porém são verdadeiramente patéticas. Um monte de cartunistas pegando carona na tragédia. Lideres políticos, de Estados que nunca foram em um campo de batalha começaram guerras com suas canetas e vozes. No dia-dia mais comum qualquer ser humano mais sensível sabe que a palavra pode edificar, como matar. Tem palavra que dói mais que um soco. Então vamos usar borracha para apagar tanta besteira ditas e mazelas do mundo, o lápis para rascunhar, e a caneta para assinar um novo mundo. E vamos parar de compartilhar tudo que está na mídia, sem buscar um contexto ou simbolismo.

 

Infelizmente, não se pode esperar sensatez desses grupos extremistas, que já haviam provado com ameaças e até um atentado anterior. Colocaram seu pais em risco, não só os 60 mil que compravam esse conteúdo, que já tinha uma imagem negativa, mas graças a hipocrisia humana a morte de personalidades, santificaram não as pessoas, mas o conteúdo, e mais de 7 milhões de pessoas resolveram comprar para dizer que são “Charlie”, que são a favor da liberdade de expressão. Por que não sentem falta da paz, do respeito, porque mortes como essa, vitimas de terrorismo não sensibilizam, porque 7 milhões investiram em uma mídia que não merecia o ataque, mas também não merecia o direito de ofender a liberdade daqueles que escolheram ter fé?

Por que não investiram 7 milhões de pessoas na humanidade, para dizer "não ao terrorismo e sim a vida"?

Ser Charlie <Je suis Charlie> não ficou com uma frase simbólica de reprovação ao ato, mas uma frase onde as pessoas mostram o quanto estão alienadas, já replicam sem saber significados, e compram um conteúdo sem medir consequências... Não a de um ataque terrorista, mas da ofensa moral à milhares de pessoas, a incitação ao ódio, o estimulo da intolerância, ao deboche gratuito.

A piada só engraçada quando as duas partes riem. Liberdades todos tem para o que quiserem, basta ter maturidade para saber receber as consequências. Por imaturidade, a lei no Brasil diz que menor de 14 anos é vitima de estupro vulnerável, mesmo que consinta o ato sexual, por exemplo. Mas, infelizmente não se mede maturidade com idade. Já diz o poeta " gentileza gera gentileza". Quem provoca, corre risco ter pessoas que aceita a provocação. Quem não tem tolerância , provavelmente não será tolerado. Que escolha fez Charlie? Que escolha esta fazendo os que são Charlie? Argumentos por favor, porque liberdade de expressar é isso, repetir frases sem reflexão é patético.

O que os franceses querem? Liberdade de falar o quiserem, falar de quem quiserem, desde que ninguém discorde deles? Uma nação “pura”? Parece um bebe mimado, um país tão rico historicamente, embora os jovens de hoje não encontre e não faça história no espelho e no pau de selfie. Um país que tem quase tudo, se comparado ao nosso submundo chamado Brasil, e quando lhe tiram ou negam algo – buáaaaaa!

Há uma intolerância no ar. Embora tão antiga, se a França expulsar todos estrangeiros, todos de raízes estrangeiras, não sobrará França alguma. A maioria dos países há uma “cara”, se consegue pensar a “cara”de um Argentino, um Americano, um Alemão, um Japonês, um Italiano, mas uma coisa a França parece com Brasil, ela Não tem cara, e a se miscigenação deveria ser vista como uma riqueza.

Lamentável a imaturidade daqueles providos de tanta criatividade. Disseram ter coragem, morreram “de pé”, não se ajoelharam para nenhum Deus, para nenhum homem. Não respeitaram a liberdade alheia, e tornaram-se bandeira da “liberdade de expressão”, onde muitos expressam ignorância e desrespeito, e conheceram aqueles que se acharam na liberdade de expressar suas loucuras e fanatismo. 

Para um país que diz ter como bandeira a liberdade de expressão, não seria coerente ser o país da tolerância?

Um desejo de força para os familiares de mortos dessa forma, pois para a mídia essa página será virada, para eles não. Um desejo de paz, respeito, solidariedade e amor para o povo francês!

Eu fico com poeta e quem discorda, não ataque... fecha a página. Só usei da minha liberdade de expressão. Ainda com ela, amo a França, e os franceses são bem vindos e amados no Brasil, com bandeira ou sem bandeira, melhor com croissant, champagne e queijos.

<<Je ne suis pás Charlie, je suis la paix et le respect>>

Para os brasileiros:  Lei 9.459/1997, que considera crime a prática de discriminação ou preconceito contra religiões http://bit.ly/lei9459

 

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