domingo, 27 maio 2012 01:17

Primeiros Hospitais Públicos Veterinários no Brasil

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Cidades brasileiras começam a levar a sério o número de animais domésticos abandonados e doentes que ocupam as ruas. Alguns, abandonados justamente por ter alguma enfermidade, e a impossibilidade do dono de tratá-lo.

O município de Tatuapé, na zona leste de São Paulo, vai ganhar o primeiro hospital público para cães e gatos do Brasil. O projeto faz parte das ações da Coordenadoria Especial de Proteção a Animais Domésticos, criada hoje pelo prefeito Gilberto Kassab (PSD).

O projeto, proposto pelo vereador Roberto Trípoli (PV), será formalizado na semana que vem, quando a Prefeitura assinará contrato com a Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais de São Paulo (Anclivepa-SP). A entidade será responsável pela gestão do hospital.

A Prefeitura calcula que a população total de cães e gatos em São Paulo seja de 3 milhões.

As instalações ficarão em um prédio que pertence à Anclivepa-SP, onde a associação já tinha planos de criar um hospital. Segundo o conselheiro da Anclivepa-SP, Wilson Grassi Júnior, o hospital deve entrar em funcionamento 30 dias depois de assinado o contrato.

Com a criação da Coordenadoria, o Centro de Controle de Zoonoses de São Paulo (CCZ) não será mais o único local de atendimento, proteção e encaminhamento de animais.

Em Salvador -BA, após audiência pública realizada na última terça-feira (22) na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) sobre políticas de proteção aos animais, o deputado estadual Marcelino Galo (PT) indicou, nesta quarta-feira (23), a implantação do Hospital Veterinário Público de Salvador ao governador Jaques Wagner. Atualmente, apenas o Hospital de Medicina Veterinária da Universidade Federal da Bahia (Ufba) presta gratuitamente assistência clínica médica e cirúrgica a alguns bichos. “Em decorrência do aumento considerado da convivência com animais nos seios familiares, o Estado deve dar uma atenção especial a tal relação, uma vez que a saúde das pessoas estará diretamente ligada à saúde dos animais”, afirmou.

Apesar de haver um número cada vez maior de unidades de atendimento a animais, Galo ressalta que “todos são de iniciativa privada, o que inviabiliza a população de baixa renda ter acesso a tal assistência que, além de possibilitar dignidade à vida dos bichos, controla e erradica várias doenças que podem ser transmitidas ao ser humano”. Segundo estimativa das ONGs de proteção aos animais, a capital baiana tem cerca de 100 mil cães e gatos abandonados. O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) é o responsável por recolhê-los vaciná-los em massa, mas atualmente só os recolhe quando representam riscos, como atacar pessoas ou atrapalhar a mobilidade urbana.

Será que haverá concurso público para veterinários? De qualquer forma a ideia é válida. E que todos municípios, principalmente nos interiores do país, adotem uma política de informação e prevenção, pois muitas pessoas adotam bichinhos por capricho e os abandonam, ou se vêem no direito de criá-los soltos nas ruas.

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